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Tendências e desafios da hotelaria em 2018

25-12-2017

A medida que vemos o setor de acomodações ganhar novos e diferentes players, deixando de lado a exclusividade dos hotéis, surgem cada vez mais desafios justamente aos hoteleiros para competir e se adequar às tendências. Foi pensando nisso que o diretor da Ideas Revenue Solutions, responsável pelo gerenciamento de receitas hoteleiras, reuniu pontos que ditaram o ritmo do setor ao longo de 2017, desafios e tendências para 2018, prevendo conflitos bons para o cliente no futuro.

De início, Klaus Kohlmayr cita o movimento do Hilton na busca por retomar o consumidor em reservas diretas durante este ano. A campanha Stop Clicking Around (Pare de Clicar por Aí, em português) aponta que as menores tarifas estão nos canais de distribuição direta junto à rede, visando reconquistar consumidores que buscaram as OTAs como forma de buscar preços mais baratos. Essa "briga", porém, está apenas começando.

Acomodação alternativa: oportunidade de mercado ou concorrência?

Se a concorrência por reservas tem a OTA do outro lado, as acomodações alternativas são o grande concorrente por clientes, mas já há quem pense nisso como oportunidade. O investimento da Accor Hotels pela aquisição da Onefinestay, empresa de locação de casas de luxo, mostra que a marca já vê esse mercado como possibilidade de lucro.

O Airbnb, por sua vez, cresce exponencialmente e incomoda as grandes redes hoteleiras. "Os ame ou odeie, eles estão aqui para ficar e prover serviços a uma comunidade de viajantes cada vez maior", afirmou o diretor.

O QUE ESPERAR PARA 2018?

Diante dos gigantes investimentos das OTAs em tecnologia fomenta, também, a hotelaria a seguir os mesmos passos. Essa concorrência se mostra positiva ao setor, que vê os conceitos de big data e nuvem sendo melhor aplicados a cada dia, garantindo facilidades e eficiência ao mercado turístico.

Uma melhor coleta de dados e o surgimento de melhores maneiras para utilizá-los faz com que o trade conquiste a personalização de serviços necessária para atender cada nicho. Do corporativo ao lazer, cada profissional conta com necessidades e gostos pessoais que podem ser atendidos conforme a aplicação de melhoras operacionais aos sistemas, sejam eles das OTAs ou diretamente com as marcas e redes.

Conceito de inteligência artificial ganha cada vez mais importância, mas é preciso conhecimento

Por fim - e mais complicado - está o crescimento da importância do conceito de inteligência artificial. "Está para 2017 como o big data estava para 2015. Todos querem falar sobre isso, mas raramente alguém entende", criticou Kohlmayr.

Segundo o diretor, é preciso entender que a quantidade de dados não é o fundamental, mas sim a qualidade da informação adquirida. Isso, porém, de acordo com ele, ainda deve demorar a ser compreendido e ainda mais para começar a ser aplicado.

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